20 de outubro de 2011

About a girl.

Just a girl, an ordinary one.
She dropped into my life, and made me laugh, a lot.
I remember I already knew her from a lot of places, and always read what she wrotte, and always laughed about it all; intelligent, funny, sweet, soft. And I keep on laughing with this girl. It´s something simple: she makes me happy.



Just a girl. And it sort of...makes me relieved.
"I'm not like them, but I can pretend.
The sun is gone, but I have a light.
The day is done, but I´m having fun.
I think I'm dumb, maybe just happy.
Think I'm just happy."
 
(Dumb - Nirvana. Disposição adaptada).
 
"Padre, não tenho intenção de fazer um pacto de paz com o meu corpo e a minha mente, e também não pretendo voltar atrás. Sendo assim, permita que dome meu corpo ao não alterar a minha dieta; não pretendo parar pelo resto da vida, até que não haja mais vida. O senhor não deve pensar que o meu corpo está tão torturado e fraco como parece; ele age assim para que eu não cobre a dívida que ele contraiu do mundo, quando gostava do prazer...Ah, meu corpo, por que não me ajuda a servir ao meu criador e redentor? Por que não é tão rápido para obedecer como era para desobedecer Seus desígnios? Nao lamente, não chore; não finja estar meio morto. Você irá suportar o peso que ponho sobre seus ombros, todo ele...Não apenas desejo me abster de alimento para o corpo como desejo morrer mil vezes por dia, se fosse possível, nesta minha vida mortal.
 
- Santa Margarida de Cortona, numa carta ao seu confessor que mandara que ela se alimentasse. Morta em fevereiro de 1297, de inanição."
 
(taken from "Wasted", by Marya Hornbacher.)
 
 

"I refuse to remember the dead.
And the dead are bored with the whole thing.
But you - you go ahead,
go on, go on back down
into the graveyard,
lie down where you think their faces are;
talk back to your old bad dreams"

(from the poem "A curse against Elegies, by Anne Sexton).

{[And don´t even try, bittersweet, it would be too much effort, I might say: you wont like me. I´m terribly disappointing.]}
 
 










 
 

Something sudden.

I decided to post here, from now on, anything I want to. Sometimes I just get too tired of pretending everything is ok, very good, thank you. I´m the one who laughs, who makes jokes with friends in the course, who is always so fun and cheerfull. And also, who always offers help and gives it, no matter what´s the weight I´ll have to carry after. However, nobody reads this fucking thing, anyway, and I just can´t deal with all the stuff inside myself alone. Better writting to a computer screen then not wrtting at all.

É extremamente estranho escrever em português, mas juro que vou tentar, pra mim mesma, como um exercício de auto-superação. Qualquer coisa que diz respeito a esses assuntos, eu falo/escrevo menciono em inglês, mas vou tentar deixar isso de lado, for a while. Ou alternar os dois, who knows.

Hoje o treino na academia foi simplesmente maravilhoso. Corri o dobro do que corria antes, e em uma velocidade muito maior. Antes, ainda fiz outro circuito de alguma coisa aeróbica lá. Passei longe de me sentir mal, de quase desmaiar, ter hipoglicemia, ou qualquer uma dessas coisas que tive e me assustaram Também não senti que ia desmaiar. Apenas a velha pressão na cabeça e os arrepios, nada de mais. Acho que essa foi a prova cabal, pra mim, de que não tenho nada. Se passei mal algumas, vezes, sei lá que por que, isso não tem mais sentido nenhum. Não tenho anemia, não tenho patologia alguma. Tudo completamente dentro dos conformes. Acho que talvez a combinação de ef + caf antes dos treinos me deixava mais fraca, paradoxalmente. Ou não. Eu não sei, procurei ajuda e ainda procuro, mas, a cada dia que passa, fico um passo a mais atrás de realmente acreditar que algu ma ajuda possa servir. 

Comprei as anfs e vou começar a tomá-las na segunda-feira. Pra mim não vai ser difícil, acredito, porque já mantenho um regime de exercícios bem legal, bem rígido e prazeroso, e a medicação vai me ajudar com a comilança à noite, mesmo que essa comida seja muito pouco calórica e que eu ainda assim esteja perdendo peso. O peso é o de menos, às vezes eu penso. Só quero diminuir, sumir, cair fora daqui. 
Algo de muito estranho aconteceu hoje, e pensei todas essas coisas. Eu sei lá o quê. Enquanto corria, chegou um tempo em que eu nem me sentia mais ali, meu corpo simplesmente mantia o ritmo, e mais nada. Desejei algo como: "ah, se eu tivesse que desmaiar agora, morrer agora, eu morreria feliz, morreria correndo, porque essa ameaça é tão repetidamente dita a mim, que vem um ponto em que eu penso: então que venha". Aumentei a velocidade em mais 2 km por hora nesse instante. É uma delícia. Admito, talvez, que meu corpo pede paciência, mas não dou, e não vou dar.
Que direito ele tem de exigir algo de mim, rs? Nenhum. o.O

Às vezes tenho medo de mim mesma, do que isso aqui pode virar pra mim. Mas eu acho que tinha, hoje alguma coisa mudou. O ar estava mais pesado, com algum grau de toxicidade, fiquei completamente inebriada. E continuo a mesma Li, para todos. Jus let the degradation begin. For real, now. I declare war against my body. I don´t give a shit if someone reads it one day a nd thinks it´s a pro-ana blog, or something like that: maybe I´m not pro-ana, but I really think one disease makes an absurd sense in my mind. Or maybe I am pro-ana, anyway, but only for me, for myself, entirely. I love people the way they are, I found them pretty, fat, thin, sick, healthy, any skin color or hair cut, lol....

I quit from today the food diary. It was completely useless, it just made me see, day by day, the huge amount of food I eat. And it was not even for me: nutritionists looked at that, talked to themselves, looking to each other as if I was not even there, and then, there were always s o mething like: "oh, sweetheart, you don´t eat a correct amount of proteins, would you change this food to that. You don't eat the right amout of fat, what about putting these or that....maybe some 400 calories more, listen: you´re gonna spend more energy exercising if you eat this way".

I smiled. A very, big, and honest smile. Inside it, there is, always: "you know I can´t do what you are saying, sorry, thanks for trying to help". 

And they DO get it! The reply: "Hum...no, you wouldn´t....am I correct....yes, I guess I am". And they stare at each other again.

Now, practical things! \o/ I can keep it all organized here! No more breaking head trying to writte nice texts, I got some return, a couple of people I admire a lot wrotte to me about the value of some texts, it made me glad, but I just can´t help writting about it all. For those rare people who really read something here, my sincere apologize. Maybe I come back someday.

Well, I (re) started th is idiot obsession weighting 160,94 lb. At this moment, I weigh exactly 99,21  lb. A lot of goals were achieved. The "last" one is something less then 88,18 lb. 81,57 lb would be just great. Nevertheless, I must say I´m quite patient. I just wanna keep a constant weight loss, never gain simply anything. If it goes constantly, regularly, it´s fine. I know I can´t run, I´m not able to run 16 miles a day as I used to do back there in the beggining, unfortunately. But, at the moment, 7.2 miles running in a good speed is enough. As time goes by, I increase it, and put other exercises on the daily program.

Actually, what kills me for real are my thoughts. Tha things with numbers, the fat and the thin nunbers, the obsessions with stairs and jumping, the panic of passing out again, losing conscience, goi n g crazy for real. The good thing is something I´ve noticed recently: having this food behaviours keep me so far from self-destructive thoughts such as mixing meds and alcohol, going alone and walking around the streets the entire night, promiscuous sex only to punish myself, cutting and other self-mutilations, overdosing on meds and dealing closely to wrong people in streets. Things that started when I was 17 and were just to strong till my age of 21. I´m 22, now, and I could get back the control of my life a few months before I turned 22. I had this control once back in time, from 11 to 14, but I lost it for years. It was "remitted" as doctors said. I don´t give a damn to what they say, for real, when I decided to heal myself, I was alone and young, and so I did. I just need to reach my goals to heal myself again, but, this time, with no strong and unecessary meds, so, I don´t gain all the amount of weight all over again.

Nada disso é um desabafo, uma historinha chata pra fazer qualquer pessoa simpatizar-se com uma causa tão idiota, que nem chega a ser causa. Sou apenas eu, mais nada, nem ninguém. Não tenho i ntenção nenhuma de fazer desabafos, só me reorganizar nos meus desejos, que se tornam cada vez mais fortes. Em contramão, os desejos de vida que eram tão deliciosos e presentes antes, não pude evitar que minguassem pouco a pouco. Mas irão voltar. Sou persistente até dizer chega. Quero ficar bem? Sim! E estou bem.


"Porcelain
Are you wasting away in your skin
Are you missing the love of your kin
Drifting and floating and fading away
 
Porcelain
Do you carry the moon in your womb
Someone said that you're fading too soon
Drifting and floating and fading away"
 
(Porcelain, Red Hot).
 
God, thank you, maybe now I can breathe! Who knows? 

                            ***
 





 

19 de outubro de 2011

Chá adoçado com pílulas.

                                                        ***

Todos os dias lá foram de um calor tão intenso, que chegava a ser reconfortante. Envolvia meu corpo inteiro quase como água, e nos fazia sempre ficar do lado de fora, conversando, rindo, por vezes chorando por alguma coisa, mas um reconfortava o outro. Éramos uma família. Em seis, por um tempo sete, depois oito, mas permanentemente seis pessoas, cada uma com sua história, suas questões, seus motivos, seu quarto, e um pátio no meio.

O posto de enfermaria, ou o panótico (como fui saber depois pelo P.C. como Foucault chamava esse lugar), ficava posicionado no fim do pátio, à esquerda. Na extremidade direita, o refeitório, as mesas, a cozinha. Em ambas as laterais, os quartos, na de cima, além dos quartos usados para descanso do pessoal do HD, a sala da psicóloga, da TO, e, bem escondido dos olhos desatentos, atrás do panótico ficava uma porta azul com uma placa em cima: "consultório". Era ali que, invariavelmente, iríamos todos os dias. Consegui fugir em apenas um, pulei na piscina e estava hum...molhada demais pra entrar. Nos outros, me ordenaram ir à consulta mesmo de maiô, cabelos e shorts encharcados.

Toda quarta-feira era dia da reunião da equipe, quando muitas coisas poderiam ser definidas: alta, permanência, fechamento de diagnóstico, medicação, ausência dela, nossa vida lá dentro. 

Sentada em uma das muretas que transpiravam com o sol das duas horas da tarde, recolhi minhas pernas na direção do meu peito, e fiquei com o joelho no queixo, observando de longe a salinha, por vezes brincando de sugar e morder meu joelho direito, tentando de qualquer forma arrancar uma casquinha da cicatriz que entregava minhas estripulias.

"She´s quite self destructive, I might say".
"And she´s refusing to eat normally for days, complains a lot about the nurse who threatens her with tubefeeding. She´s a rules breaker, sir."
"And what about the close friendship with the doctor who is inpatient, here, as well?!  I´m sorry if I´m overrating it, gentleman, but this girl is dangerous, may I say."
"She came from Wonderland, she acts differently, it´s a fact, maybe we should give her a chance..."
"Guilty."
"Guilty."
"Guilty."
"CUT OFF THE HEAD"


                                                        ***


"Li, vem jogar baralho, a gente já vai começar, vem!", gritou a Tats, pouco depois de um bom tempo em que me entreguei a devaneios, com os olhos vidrados na porta azul, os joelhos já vermelhos de tanto apertá-los.

Nesse momento ele sai do quarto dele, andando de uma forma arrastada, única, grande e tranquilo como um monge budista, os olhos semicerrados com toda aquela luz, estava provavelmente lendo, eu pensei. Olha em volta, analisando o ambiente, como sempre faz. Agora vai aquietar os olhos na mureta, dizer naquele tom engraçado "o que é que a senhorita faz aí sentada nesse sol?.. em que está pensando". E o fez. Sentou-se ali, mais uns minutos de conversa, encaminhei-me para o refeitório pra jogar cartas. "Vou continuar lendo, vejo vocês mais tarde", ele disse. 


Enquanto caminhava, pensava se seria a Rainha de Copas com seu exército de cartas (marcadas), ou o inofensivo Chapeleiro Maluco, que se mostrava ao meu lado, quem venceria aquela batalha. Se eu poderia voltar para o lugar de onde vim. 

Logo depois da rodada de partidas do jogo, que o M. ganhou com maestria, era a hora do chá da tarde.


"Come to the tea party with me, would you?
                                                 
                                                    ***




 

18 de outubro de 2011

O estranho gosto de ferro na boca. A delícia de saber que esse ferro vem de outra pessoa. E que passa a constituir quem o consome.

Há momentos em que apenas o sangue é pouco. Pede-se por mais.
Uma vez que a alma e a personalidade já foram devidamente apropriadas, toma-se o sangue.
Com um gosto descomunal, digno de serial killers profissionais, Hannibal Lecter que se cuide, para não ser desbancado.

Não esse sangue que leva os nutrientes e faz a troca de gases com as células. 
Exatamente aquele sangue que corre e pulsa nas veias, o que me faz saber que, minimamente, posso viver fisicamente.
Esse é sugado até a última gota, sem nenhuma demonstração de piedade.
"Saia daqui!" -nas entrelinhas de palavras supostamente carinhosas- "mas não se esqueça de deixar também seu sangue comigo".
E eu deixo, com toda a ingenuidade que o Diabo me fez o favor de dar em abundância, mesmo que necessitasse tanto desse fluido vital. Eu o dôo, de mãos abertas e cândidas, se isso te faz feliz, meu amor. 

"Você não pode doar sangue". Ouço quando vou ao Banco de Sangue municipal oferecer ajuda a um colega acidentado. "Seu peso não chega próximo ao mínimo necessário, me desculpe. Próximo!"
Esqueci-me também que anulei meu corpo em nome da existência plena e feliz de outro ser. Que também deixei parte dele, e continuarei deixando, enquanto minha mente ilógica entender nisso uma possibilidade de salvação de outrém. O alimento do seu corpo foi minha essência, minha alma, e, depois disso, quase nada me restou.
  
A não ser, claro, certezas ilógicas à que me agarro com unhas e dentes. Os mesmos dentes que mordem a garrafinha de água, também vermelha como essa letra e meu sangue esquálido e ruim, enquanto espero as horas passarem.

***["Narciso acha feio tudo aquilo que não é espelho"].***
A imagem refletida, não obstante, pode não ser a dele mesmo. 
Ou não corresponder à realidade: é da natureza do reflexo não compactuar com amenidades realísticas.

A Física do corpo (que não quer existir).

Volto novamente a esse espaço que sempre foi meu, mas que negligenciei em nome de receios, medos, imagiários e, infelizmente, reais. Mas é meu, e que seja assim pelo tempo em que existir.

Como é estranho sentir meu próprio corpo, aquele mesmo que pela primeira vez senti como meu em um tempo ancestral, ao tocar minha pele e, em um suspiro de espanto não percebido, atestei minha existência. Como é estranho sentí-lo fincado no chão através dos meus pés, atado às paredes pelas minhas mãos trementes, conectado ao ambiente por uma mente confusa.
Não há felicidade que não gere um estado desesperador de medo antes. E talvez, durante. Sentir meu corpo diminuir seu peso, seu tamanho, e ao mesmo tempo me perder na ausência dos sentimentos que eu sabia que me faziam viva. O meu peso, que pude rever nas aulas ser o resultado da multiplicação da minha massa pela gravidade: é uma força que a Terra exerce sobre mim, em módulo, e à qual meu invólucro responde prontamente: produz uma força contrária, de igual intensidade, mas de sentido oposto. E seu nome, quase ri da minha cara: "Normal".

O perfeito sincronismo com o universo. Mesmo que eu não sinta, há uma paz entre a Terra e meu corpo. Qual parte dele? Exatamente seu peso. Que não passa de uma grandeza, afinal, nada digno de severas preocupações. 

Isso se não existissem outras grandezas, no entanto, não mensuradas ou avaliadas pela ciência da Física, que me fazem, exatamente, querer desafiar essa lei geral e universal: a Minha Lei.

Levitar, quem sabe? Sentir um quase não peso? Reduzir minha parte concreta no mundo a pedaços desconexos, e, assim feito, não mais ter de me preocupar com eles. Queria poder deixar cada uma das partes estilhaçadas em um canto do mundo, um longe do outro, e ficar apenas com minha cabeça. 


Que coisa ridícula, veja só: é justamente minha cabeça santíssima que cria essa própria Lei. É ela quem vai fazer, assim como em um campo magnético, com que as partes perdidas assumam cargas de valores contrários e voltem e se unir. Mesmo que eu não sinta unidade no meu corpo, ele há de ficar íntegro. O campo magnético que vá para as cucuias, se uma quantidade de energia muito grande for ali detonada, eu poderia talvez...explodir?

Mas existe sempre a tendência ao equilíbrio. Na natureza, nada se perde, nada se cria, apenas eu que não me transformo.
Querido Diário Alimentar,

Hoje comi:

-dois tomates, duas maçãs, uma banana, um prato de sopa de legumes, duas barras de cereal light, toda minha vontade de comer os pães de queijo que um colega meu me ofereceu.

Total: dezenas de milhares de calorias imaginárias.

Não purguei, concretamente. Visitei o Purgatório em sonhos agitados, mas optei por não concretizá-lo.


Creio na santa cura, na remissão dos sintomas, na ressurreição da carne em seu estado saudável, na comunhão dos desejos alimentares, na vida após a doença.

Que assim seja.


P.S.: (e que meu corpo seja Seu templo, desde que seja pequeno, por favor).

 

4 de outubro de 2011

Inatingível...

Esse é o trecho de um e-mail que escrevi para F., ano passado, sobre como o via, como parecia inatingível para mim seu temperamento descomprometido, com tudo, com todos, com a realidade. E, ao mesmo tempo, era absurdamente atraente esse comportamento. Como há pessoas inatingíveis! (Ou será só a nossa idealização dessas pessoas que as torna assim?). Ele imprimiu esse e-mail e disse que foi a coisa que mais gostou que escreveram sobre ele. Até hoje, não entendi muito bem, mas aceitei. Fico no comodismo da aceitação qdo a compreensão se torna difícil. Ei-lo:

"A verdade é que fico sempre pensando se posso ou devo te procurar, se vc vai responder, se vai querer me encontrar, se é uma boa ou péssima hora. Fico deitada de bruços ouvindo música com um livro na minha frente, às vezes, só pensando como seria a melhor forma de agir pra não parecer idiota, não parecer uma desesperada que quer mto ficar perto de vc naquele momento. 
Mas tudo que me vem à cabeça e a imagem de vc como um pássaro solto e meio bobo, que voa de lá pra cá de forma irregular e desnorteia a visão de todo mundo, e que, como pássaro, simplesmente voa e é mto difícil de pegar, simplesmente voa e não vai jamais pensar em dizer pra quê, pra onde e como voa, porque isso é simplesmente natural e insitintivo para um pássaro. Aí eu me sinto como aquela menina frustrada que ficou o dia inteiro querendo pegar o pássaro na mão, mas que não conseguiu, especialmente porque não se deu nem ao trabalho de fazer uma arapuca pra tentar capturá-lo, até mesmo porque não tem a menor ideia de como montar essa arapuca. 
Qual seria a arapuca adequada pra não machucar o pássaro, não assustar ou afugentar o pobrezinho, ainda mais qdo a própria menina não conseguiria imaginar-se na posição de estar presa em uma arapuca, por mais cuidadoso que fosse quem tivesse construído a armadilha. Aí já tá tarde e eu resolvo voltar ao meu livro e terminá-lo de uma vez, solto um suspiro profundo de frustração e acho que não há nada mais a fazer. Parece que tudo escorre pelas minhas mãos e eu sou burra demais pra conseguir fazer alguma coisa".