27 de abril de 2011

 Trechos de "Bipolar", por Carpinejar. Para mim, seria mesmo o meu "Insustentável amor".

 Eu amo desorganizado, desavergonhado. Tenho um amor que não é fácil de compreender porque é confuso. Não controlo, não planejo, não guardo para o mês seguinte. A confusão é quase uma solidão adicional. Uma solidão emprestada.

Sou daqueles que pedirá desculpa por algo que o outro  nem chegou a entender, que mandará nova carta para redimir uma mágoa inventada, que estará se cobrando antes de dizer.
Basta agluém me odiar que me solidarizo ao ódio. Quisera resistir mais. Mas eu faço comigo a minha pior vingança.
 Amar demais é o mesmo que não amar. A sobra é o mesmo que a falta. Desejava encontrar no mundo um amor igual ao meu. Se não suporto o meu próprio amor, com o exigir isso?
Um dia li uma frase de Hegel: "Nada de  grande se faz sem paixão". Mas nada de pequeno se faz sem amor.

Desço as escadas de casa ao trabalho com resignação, mas subo na volta pulando os degraus.
Esse sou eu: que vai pela esperança da volta.

Um comentário:

  1. Fiquei sem palavras. Como pode alguém escrever com tanta propriedade, como se sentisse e vivesse cada pedacinho de cada ser humano...? Tanto este post como o outro... me roubam as palavras, me invadem de emoção.

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