27 de abril de 2011

Quando ela goza.
(Carpinejar, trechos).

Depois de amada, estendeu seu corpo ainda tremendo.
Quase chorava  de tanto que se expulsou. 
Quase chorava de tan to que se recebeu de volta. 
Qualquer palavra é intrusa. A boca eram seus cabelos boiando. Dizer o quê?

É ela e seu corpo redimidos.
É ela e seu corpo abraçados.
É ela e seu corpo alinhados como joelhos.
É ela devolvida a si, devolvida às alegrias proibidas, às alegrias quando se tocava em segredo.

É ela e os medos superados, a culpa liquidada, os seios observando as janelas. 
A rua da cintura, e a chuva, para não andar, para ficar debaixo das marquises esperando passar.

Desapareça aos poucos para que ela, enfim, se veja dançando para Deus. 

P.S.: Para Juni.

Nenhum comentário:

Postar um comentário