10 de setembro de 2011

Alimento da Alma.

"Alimento do corpo, alimento da alma. Alimento do corpo, alimento da alma".

Era essa frase que duas atrizes performáticas semi-nuas, juntamente com uma vídeo instalação, repetiam como um mantra na "Casa das Rosas", em São Paulo, qdo fui visitar, há vários anos. Empanturravam-se com macarrão à bolonhesa, deixavam o molho sujá-las inteiras, a pele, os cabelos, dentro das unhas, os pés. Um pouco comiam, entre uma frase e outra. Macarrão pelo chão, por todos os lados, em seus estômagos, dentro de suas cabeças. O vídeo as acompanhava tranquilamente, tammbém com cenas de comilança, alimentação, corpo e alma.

Tinha cerca de 11, ou 12 anos, olhava aquilo de forma estranha, o queixo ligeiramente caído, espantada talvez com o fato de estarem desperdiçando comida e, além de ninguém dizer nada, repreendê-las, também assitiam como a gente, observavam, com rostos pensativos.
É claro que não poderia fazer isso em casa, pensei.

Muitos anos depois, agora, no entanto, me lembrei disso e o que eu penso é outra coisa: qual seria o alimento da alma, então? E o do corpo, unicamente a comida? 

E a Arte, a diversão, a saída, para qualquer parte? (inspirando-me na música dos titãs).

E então, M.?

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